Caminhada na #serradaestrela Salgadeiras / Vale da Candeeira / Vale Glaciar do Zêzere

No passado domingo o desafio parecia fácil, caminhar na nossa #serradaestrela começando nas Salgadeiras, percorrer todo o Vale das Candeeiras e acabar no Vale Glaciar do Zêzere, junto ao rio com o mesmo nome e ao lado das cortes da ACASE (Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela), quase sem subidas. Parecia, mas não foi; 10,50 Kms de pura e dura Serra da Estrela, paisagens quase intocáveis. A rara beleza compensa, em muito, o cansaço que sentimos no final.
Até avistarmos o Vale da Candeeira é um percurso fácil e sem grandes obstáculos, passando a Lagoa do Pachão (também conhecida por Paixão ou Peixão), começamos a descida para o Vale da Candeeira e aqui começam as dificuldades; o percurso deixa de estar marcado, ou pelo menos não é visível, muito técnico; temos que decidir para onde seguir, às cegas, porque a vegetação, muito alta, tomou conta da quase totalidade do Vale. Optámos por andar no leito da linha de água, que vai seca, nesta altura do ano. Apesar de não ser o percurso mais fácil, temos a certeza que nos leva onde queremos e não temos que estar constantemente a fazer desvios, ou a tomar decisões, sobre o percurso, por causa da vegetação. As marcações lá vão aparecendo quando menos se espera. 
Chegamos finalmente ao prado onde predomina o cervum sendo muito mais fácil caminhar e seguir as marcações/marialvas. Almoçamos à sombra de um dos afloramentos rochosos existentes e na companhia de algumas vacas. 
Retomamos o percurso e depressa chegamos ao fim do Vale; olhamos para traz para ver pela ultima vez a beleza rara do Vale da Candeeira e entramos no Vale Glaciar do Zêzere. A descida começa por ser suave, achei suave demais (mais à frente iria arrepender-me deste pensamento), até que o trilho, mais uma vez, desaparece, assim como as marcações e temos que decidir por onde ir. Falta apenas 1 km para chegarmos à água fresca e cristalina do Rio Zêzere, estava tão perto e ao mesmo tempo muito longe, mas foi o Km mais penoso que fiz até hoje. Neste pequeno grande Km tínhamos que passar e saltar socalcos de dois em dois metros e com cerca de metro e meio de altura, cheios de ervas altas e secas que escorregavam como azeite, além de não podermos estar dois na mesma courela, por não haver espaço; não podendo assim ajudar, caso fosse necessário.

Vale da Candeeira (o nome deve-se à produção de carvão, no passado. De noite as fogueiras pareciam candeias ou candeeiros a iluminar todo o vale)

Diz quem sabe que este é um dos percursos menos conhecido e percorrido da Serra da Estrela; possivelmente, por esse motivo, a nossa dificuldade em conseguir seguir as indicações do mesmo. 
Sabemos que existem outros trilhos, eventualmente mais fáceis, de chegar ao Vale da Candeeira, mas esta foi aquela que nós escolhemos. E como diz um bom companheiro de caminhadas: "Depois de feito, não custa nada!"

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IV Caminhada Solidária Bombeiros Voluntários de Seia - 25/09/2016

Eles CORREM para nos SALVAR
VENHAM CAMINHAR para os AJUDAR!

Vai realizar-se mais uma caminhada solidária Bombeiros Voluntários de Seia.
VENHA PARTICIPAR, CAMINHAR e/ou ALMOÇAR, sendo desta forma solidário(a) com esta instituição.
Passeio Pedestre guiado.
Inscrições até 23/09/2016!

Custo da inscrição 7 passos, c/ reforço alimentar, almoço e seguro.
Ao fazerem a inscrição, fica confirmada a vossa presença. O pagamento é feito no dia da caminhada.

Ponto de encontro, 08h45m.
Quartel dos Bombeiros Voluntários de Seia

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40 anos - Parque Natural da Serra da Estrela #serradaestrela Caminhada Vale do Rossim, Penhas Douradas, Nave Mestra

5 anos depois regresso à Nave Mestra; 
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Hoje, 16/07/2016, o nosso PNSE (Parque Natural da Serra da Estrela) faz 40 anos e para comemorar este aniversário o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) e o PNSE em parceria com o CISE (Centro de Interpretação da Serra da Estrela) e o CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens) resolveram organizar, no dia 15, uma caminhada com inicio no Vale do Rossim, Penhas Douradas, Seixo Branco, Vale das Éguas, Nave Mestra (Casa do Juiz ou Barca dos Herminius), regressando depois ao Vale do Rossim. Durante todo o percurso fomos acompanhados por um cão (que se juntou a nós no Vale do Rossim). Conhecia os trilhos melhor que qualquer guia ou GPS. Quando se adiantava demais, aproveitava cada sombra fresca e à beira das rochas para esperar e descansar. Um cão extraordinário. Poderia ser chamado de cão guia.


Antes de começar a caminhada, foi libertada uma Águia Cobreira, recuperada pelo CERVAS, depois de chegar subnutrida às suas instalações.

"Sobre o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE)

O Decreto-Lei n.º 557/76 de 16 de julho, classificou o maciço da Estrela como Parque Natural, referindo tratar-se de "uma região de característica economia de montanha" onde subsistem "refúgios de vida selvagem e formações vegetais endémicas de importância nacional".

Acrescente-se que à classificação não foi alheio o valor paisagístico do conjunto, "uma personalidade" no dizer de Miguel Torga, nem as ameaças em termos de ocupação do espaço.

A serra da Estrela é dominada pela ocorrência de rochas graníticas, com idade compreendida entre os 340-280 milhões de anos, que se encaixam nos metassedimentos de idade Precâmbrica-Câmbrica, entre os 500-650 milhões de anos, relativos ao Complexo Xistograuváquico.

Em épocas mais recentes, os agentes de erosão levaram à formação de depósitos sedimentares, alguns dos quais com características muito particulares, como os provocados pela ação dos glaciares, há cerca de 20.000 anos.

A flora e a vegetação do PNSE apresentam características únicas em Portugal, que se traduzem, por um lado, na existência de 5 espécies, 2 subespécies e 7 formas e variedades estritamente endémicas da serra da Estrela (Silva & Teles, 1986) e por outro, numa zonação altitudinal muito característica, que é fruto da elevada altitude da serra.

Em termos de conservação, no que diz respeito à flora, encontram-se no Parque nove espécies de plantas incluídas no anexo II, 5 espécies incluídas no anexo IV e 23 espécies incluídas no anexo V da Diretiva Habitats (Jansen, 1997).

No que se refere à zonação altitudinal, segundo Silva & Teles (1986), a vegetação da serra da Estrela encontra-se diferenciada em 3 andares, cujos limites podem oscilar, sensivelmente, de acordo com o local considerado: andar basal (até 800-900 m); andar intermédio (de 800 a 1600 m) e andar superior (acima dos 1600 m).

A fauna distribui-se pelos 5 grandes meios que são facilmente reconhecíveis na serra da Estrela: o rural; o florestal; o arbustivo; o subalpino; e os cursos de água.

Quanto aos Habitats, no Parque encontram-se cerca de 30 incluídos na Diretiva Habitats, sendo que destes, 6 são prioritários."

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Rota do Pastoreio & Rota da Garganta de Loriga... Rota das Aldeias de Montanha! #serradaestrela #aldeiasdemontanha

Mais duas Rotas das Aldeias de Montanha, feitas no mesmo dia e as duas com grau de dificuldade alto, pelo menos é assim que estão marcadas. Foram +- 19 kms que começaram em Alvoco da Serra com passagem pela Torre, ponto mais alto de Portugal continental, descendo depois pela Garganta de Loriga, até à Vila com o mesmo nome. Simplesmente fun tástico...
Para variar, andámos sempre acompanhados por paisagens lindíssimas e locais de beleza rara o que até nem é hábito na nossa Serra da Estrela. Começámos andar, ainda o sol não tinha nascido e 10 horas depois estávamos em Loriga no Vicente a beber uns finos.
Os primeiros 7,80 kms do percurso (Rota do Pastoreio, Alvoco - Torre), são muito difíceis. O percurso não é técnico, sempre por trilhos, mas é de uma inclinação! Tem um desnível acumulado e positivo de 1.400 metros (não tem descidas ou planos), são cerca de 155 metros por quilometro. Que dizer mais, foi com muito esforço que chegámos ao topo e depois de feito já não custa nada (como diz um amigo e caminheiro, com o qual aprendi muito). Na Torre, parar para repor energias e líquidos. Voltámos à estrada de alcatrão até às Salgadeiras, onde íamos começar a 2ª parte do nosso passeio. Ainda assistimos à chegada de alguns ciclistas do Granfondo e a tempo de ver o 1º do Médiofondo. Voltando ao que interessa; esperava-nos uma descida de 8,78 kms com desnível acumulado de 1.200 metros. Aqui o trilho já alterna com descidas, zonas planas e algumas partes muito técnicas. Pelo meio encontrámos o Sr. Abílio, pastor e auto intitulado o Rei da Serra.  Deu uma dica muito preciosa e essencial, para quem anda por estes locais e que pode salvar vidas; ensinou-nos onde existia uma fonte (pequena poça de água corrente, neste caso), no Covão da Areia. Apesar de levarmos água, a tarde estava muito quente e por isso, consumimos imensa. O Sr. Abílio acompanhou-nos durante algum tempo, com as suas companheiras de trabalho (cabras) contando as suas, deliciosas, histórias, sobre ele e o seu local de trabalho, a nossa Serra da Estrela.

Resumindo, não sei se volto a fazer aquilo que fizemos ontem e como já referi, foi com muito esforço que chegámos ao cimo, mas até agora e de todos os percursos Aldeias de Montanha, que já fiz e já tenho muitos nas pernas (10), estes dois são sem sombra de duvida os mais belos. 

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https://goo.gl/photos/Ck7KxFSECKj8rVSX9




























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